quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Um JEITO NOVO tratar a merenda escolar

(Para mais informações, visite nosso blog, nossa página política ou nosso  grupo de discussão no Facebook.)

No nosso JEITO NOVO de administrar, a merenda escolar será FARTA, de BOA QUALIDADE e adquirida no mercado local. Além disso, servidores e professores da rede municipal serão INCENTIVADOS a tomarem todas as suas refeições nas escolas.

O Governo Federal fornece dinheiro suficiente para a aquisição de merenda de excelente qualidade e em quantidade suficiente para alimentar a mais faminta das crianças em fase de crescimento. Apesar disso - para nossa vergonha - a merenda está racionada em Bom Despacho. Estudantes estão recebendo menos da metade do que lhes é devido.
Professores e servidores estão proibidos de comer da merenda.

No nosso JEITO NOVO de cuidar da educação, faremos o contrário: INCENTIVAREMOS professores e servidores a tomarem todas as suas refeições na escola. Acreditamos que isso é o certo a fazer por vários motivos. Eis alguns:

a) É educativo- tomando refeição junto com os estudantes, as professoras se tornarão modelos para os estudantes. Por exemplo, no desenvolvimento do hábito de comer verduras. Também ensinarão regras de urbanidade e bons hábitos à mesa.

b) Auxilia na fiscalização e no controle de qualidade- As professoras e servidores avaliarão a qualidade dos alimentos e do seu preparo.  

c) Melhora o convívio - Servidores e professores têm mais tempo de convivência com os estudantes

d) Melhora o desempenho dos professores e servidores- servidores e professores, tomando refeição nas escolas, economizarão tempo e estarão mais descansadas para enfrentarem o próximo turno. Isso melhorará o desempenho delas.

Por esse motivo, no nosso JEITO NOVO de administrar, as professoras e servidores serão INCENTIVADOS a tomarem todas as refeições na escola.

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15 comentários:

Anônimo disse...

Com todo o respeito a sua forma de administrar a merenda escolar, você está prometendo algo que certamente não poderá cumprir em virtude do que dispõe a lei vigente n. 11.947/2009:

’’ têm direito a alimentação escolar os alunos matriculados na educação básica pública oferecida em creches e pré-escolas, no ensino fundamental e médio e em estabelecimentos mantidos pela União, e ainda das escolas indígenas e quilombolas.PORTANTO É VEDADA AOS PROFESSORES, MERENDEIRAS E FUNCIONÁRIOS DAS ESCOLAS A ALIMENTAÇÃO ESCOLAR’’.

Fernando Cabral disse...

Caro Anônimo

Você comete dois equívocos. O primeiro é sugerir que essa proibição está na lei 11.947/2009. Tal trecho não existe na lei.

O segundo é desconhecer que o município tem autonomia para oferecer alimentação a seus servidores em geral (se assim for aprovado) e aos servidores escolares e professores em particular.

O que se depreende do espírito da lei (e não de uma vedação explícita) é que os alimentos financiados pelo PNAE não pode ser tirados da boca das crianças para alimentar terceiros. Coisa mais do que justa.

Seja como for, considerando que não existe tal proibição legal (que, aliás, seria absurda!), e no fato de que o Município tem autonomia para oferecer o alimento, estou me COMPROMETENDO a fazer algo que certamente poderei fazer e certamente FAREI: garantir a alimentação de servidores e professores junto com as crianças.

Anônimo disse...

Concordo agora, o município tem autonomia para oferecer alimentação a seus servidores em geral se assim for aprovado. Obrigado

Anônimo disse...

Caso seja eleito prefeito de Bom Despacho irá mudar de opinião, pois não é tão simples quanto parece. A realidade que vivencio é a seguinte: a verba repassada pelo Governo Federal para a execução do PNAE não é suficiente para garantir uma merenda saudável e suprir as necessidades do aluno durante o período de estudo. Assim, cabe ao município complementar com alimentos. Incluir os servidores pode comprometer a qualidade dos cardápios... Concordo com o ‘’anônimo’’ acima, pela lei vigente têm direito a alimentação escolar ao alunos matriculados na rede pública. Subentende-se que não é de bom senso utilizar a verba da merenda dos alunos para professores, merendeiras e funcionários das escolas. Se o munícipio tem autonomia para garantir alimentação ao funcionário que não utilize os recursos do aluno. Acho difícil...

Fernando Cabral disse...

Uma coisa que devemos sempre lembrar é que prefeito ELEGE prioridades. Sob esse prisma, a falta de algum recurso é sempre relativa.

Em segundo lugar, não concordo que a verba do PNAE é insuficiente. Ao contrário, ela é satisfatória. O que acontece é que ela é muito mal gasta. Há desperdício, paga-se caro e muitas vezes compram produtos mais caros e não os melhores.

Além disso, há indícios veementes de desvio de merenda em algumas (poucas) escolas.

Quanto à lei, volto a insistir, a lei não diz o que está reproduzido acima, entre aspas, como se fosse texto de lei.

De qualquer forma, com ou sem lei, é claro que não podemos tirar alimentos dos alunos para os professores. Nem é disso que estamos falando.

Anônimo disse...

Sou a favor de um salário justo para os servidores escolares não terem que utilizar desse beneficio.

Anônimo disse...

Garantir alimentação a todos servidores junto com os alunos é desnecessário além de oneroso. Conceder um beneficio ou definir uma taxa minima para a refeição aqueles servidores de dupla jornada funciona mais.

Fernando Cabral disse...

Alimentar professores e servidores junto com os alunos é menos oneroso do que dar algum tipo de vale-refeição. Mesmo assim, seria viável.

Porém, alimentar alimentar os professores não é o único objetivo desse sistema. Existe um objetivo pedagógico. Os estudantes de certas regiões da cidade têm maus hábitos alimentares. A presença de professoras à mesa seria um modelo para eles.

Também o convívio social à mesa - uma coisa que muitos não têm em casa – seria muito proveitoso.

Assim, não se deve pensar quantos centavos a mais vai-se economizar ou gastar. Deve-se pensar em como usar o dinheiro público em benefício máximo para a formação dos estudantes.

Fernando Cabral disse...

Um salário justo é coisa que todo trabalhador merece. Isso, independentemente da ajuda alimentar.

Essa, porém, quando realizada no local de trabalho traz benefícios que o dinheiro não pode comprar. Por exemplo, a economia do tempo que seria gasto para ir ao almoço e voltar. E, também, o convívio entre colegas fora da rigidez do esquema de trabalho.

Anônimo disse...

Com relaçao ao primeiro comentário gostaria de fazer uma correção: as aspas referentes a citação da lei terminam em quilombolas. O texto em caixa alta não pertencem ao enunciado. De qualquer modo, obrigado pelo esclarecimento.

O ideal mesmo é que os professores fossem bem remunerados para que não dependessem de alimentação na escola. Mesmo porque, em termos de paladar, será mais dificil satisfazer os professores e corre-se o risco de haver alguma diferenciação nos cardapios de alunos e funcionários.Vivenciei casos de desvio de merenda escolar para festinhas de confraternização entre professores por terem o direito de alimentarem na escola.

Anônimo disse...

Pelo o que eu ouvi falar, a verba da merenda escolar que vem do PNAE sempre foi complementada pela prefeitura; prioritariamente para atender aos alunos. Mas esta complementação de verba feita pela prefeitura deve dar condições legais para que os funcionários possam se alimentar nas escolas (opinião minha). Segundo a legislação; os municípios têm que repassar no mínimo 18% da sua arrecadação total para a Educação. Sendo assim, ceder alimentação aos funcionários das escolar, não é um procedimento de má fé ou de ilegalidade. Ilegalidade é criar cargos (sinecuras) de vice-diretora, supervisora só para as pessoas receberem salários abusivos para não trabalhar (ir às escolas passear)... Isto é um dos motivos que levou o prefeito a falir a prefeitura.

Fernando Cabral disse...

A primeira parte do comentário entre aspas também não está na lei...

Quanto à "depender" da alimentação, como eu disse acima, não é esse o caso.

A diferenciação de alimentos (sobre a qual eu também já ouvi falar) é inadmissível. Até porque teria dois efeitos negativos. Primeiro, discriminação em desfavor dos estudantes. Segundo, porque haveria perda do efeito pedagógico.

O caso de desvio de alimento (que também já mencionei) é furto, e como tal deve ser tratado.

Anônimo disse...

Suas ideias são boas mas utópicas e de difícil consecução. Infelizmente a alimentação no ambiente escolar não aproximará professores e alunos, o tempo é curto. Por outro lado os professores não tem informação suficiente para transmitir conhecimentos sobre nutrição e não terão tempo para isso no horário do recreio. Reitero que os professores precisam ser melhor remunerados e que você possa lutar por isso. Como você disse é inadmissível a diferenciação de alimentos para professores e alunos, mas é isso que ocorre na realidade em qualquer lugar que concede alimentação aos professores e continuará ocorrendo. Termino por aqui minhas considerações. Agradeço-lhe pela atenção e desejo êxito em sua campanha.

Anônimo disse...

Também desejo êxito,e ao contrário do outro anônimo, acho que ser possível fazer o que vc propôs sim. Tem que haver foco no trabalho e trabalhar muito para conseguir. Mas conhecendo o Fernando um pouco e o muito o Sérgio, acho que vocês conseguirão.

Hoje não se faz nada porque o foco é a corrupção. Mas se trabalhar 10 12 horas por dia, 300 dias por ano, é possível realizar muita coisa.

Anônimo disse...

Nossa, eu não consigo perceber se estes dois "Anônimos" realmente são incapazes de entender uma explicação clara, se são pessimistas compulsivos ou se realmente só querem fazer oposição às propostas boas e sérias para nossa cidade.
O que eu entendo da proposta do Sr. Fernando é que o município tem condições e autonomia para oferecer alimentos para os professores e ele (o Sr. Fernando) está se comprometendo em fazer isto. Agora sobre a qualidade dos alimentos, se os professores comerem juntos com os estudantes, estes professores estimularão uma merenda de qualidade por ser o mesmo alimento que estarão consumindo.
Eu sugiro a vocês (Anônimos) a se informarem com professores, pois na minha família tenho minha irmã e duas primas que são professoras e todas defendem o direito de se alimentarem na escola. Inclusive porque ganham tempo e economizam dinheiro (do transporte) não tendo que ir em casa na hora do almoço.
O Sr. Fernando já falou sobre o salário dos professores (anteriormente), e ele defende um salário digno para a classe, minha irmã me disse que ele está nesta luta desde há muito tempo apoiando os professores. No entanto tema aqui é sobre merenda escolar. Uma coisa não exclui a outra. Os professores devem ter um salário digno (como todos os profissionais o devem) e deve ter o direito de se alimentarem na escola.
A maioria dos professores defendem isto. Agora se algum professor não quiser, ele não estará obrigado a fazê-lo.
este é meu entendimento do que foi exposto aqui.
Parabéns Sr. Fernando Cabral, que sempre há dado respostas às nossas perguntas e é o único que tem mostrado propostas fundamentadas.

Justino R.

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