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sexta-feira, 28 de abril de 2023

Finisterra a Santiago de Compostela quilômetro e quilômetro

Neste mapa dinâmico você pode ver o Caminho de Santiago desde Finisterra até Compostela. Os marcos estão a cada quilômetro. O mapa pode ser ampliado de modo a mostrar os detalhes de cada região.

Elevação do Caminho de Finisterra a Santiago de Compostela

O Caminho de Finisterra a Santiago de Compostela é cheio de altos e baixos. Em especial, o trecho de 60 quilômetros entre o quilômetro 30 e o quilômetro 90 apresenta uma subida quase constante a uma taxa média de 7%. Embora não seja uma escalada, e nem mesmo uma escalaminhada, é um esforço razoável para uma caminhada no terceiro e quarto dias, com uma mochila às costas.

Embora a previsão seja de noites relativamente frias, a previsão é de dias quentes e ensolarados. O calor aumenta bastante o desgaste físico, especialmente quando não há ventos.

Não há previsão de chuva entre os dias 1º e 5, mas a partir daí, a expectativa é de chuva.

Para ver detalhes, o mapa abaixo pode ser ampliado e reduzido. O gráfico de altitude pode ser removido clicando-se no botão que indica o ponto mais elevado.


quinta-feira, 27 de abril de 2023

Fisterra a Compostela - Etapa 1 - Fisterra a Muxia

Convido vocẽ a me acompanhar nesta jornada de Fisterra a Santiago de Compostela. Planejo começar a caminhada na manhã do dia 1º de março próximo, dia do trabalhador.

Na imagem está o trecho que devo cobrir no primeiro dia. Ela termina com uma visita à igreja de Nossa Senhora da Barca, no extremo norte de Muxia.

Ao clicar na imagem abaixo você poderá ver um mapa dinâmico do percurso. Um mapa que você poderá ampliar e movimentar para ver os detalhes.


Não perca esta caminhada pela Via Láctea, o Caminho de Santiago.


quinta-feira, 20 de abril de 2023

Caminho de Santiago: Fisterra a Compostela

Fisterra, ou Finisterra é o ponto extremo do oeste da Península Ibérica que os antigos agreditavam ser o fim da terra. Dai o nome Finisterra e suas variantes. Desde o século XII alguns perigrinos que chegavam a Santiago de Compostela prosseguiam até Fisterra. O objetivo era conhecer o fim da terra, um lugar além do qual ninguém conseguia ir. Pelo menos até o século XVI, quando espanhois e portugueses perderam o medo do mar aberto e navegaram para o oeste.

Clique aqui e veja uma apresentação dinâmica do percurso do Caminho de Santiado de Fisterra a Santiago de compostela

Nos próximos dias farei este caminho. Começando em Fisterra, irei até Muxia. Dali seguirei para Santiago. O plano é fazer em cerca de cinco de dias.

terça-feira, 21 de junho de 2022

Urnas Eletrônicas São Seguras

Chegam as eleições e com elas reafloram as lendas urbanas, as teorias da conspiração e as mentiras puras e simples ligadas ao tema. Uma que ressurge e ganha força a cada dois anos é a da suposta insegurança das urnas eletrônicas. Interessante é que só se preocupam com tal suposta insegurança os perdedores confirmados e os perdedores em perspectiva. Nunca vimos um político vitorioso dizer que as urnas são fraudadas. É sintomático. Mas a verdade é que o Brasil nunca teve um sistema eleitoral tão seguro quanto o atual. As urnas eletrônicas não são absolutamente invioláveis, mas são o método mais democrático e mais seguro que o Brasil e o mundo já conheceram.

As urnas eletrônicas representam o maior avanço da democracia brasileira quando o assunto é evitar fraudes. Não se pode garantir que nunca serão fraudadas, é certo que até não foram. Não só não foram como eliminaram muitas fraudes tradicionais.

A história da humanidade mostra uma luta permanente entre aqueles que lutam contra as fraudes e aqueles que tentam fraudar. Por isto foram inventadas as trancas, as correntes, os cadeados, os cofres, as chaves. Com eles vieram os métodos para abrir, destrancar, arrombar.

Entre os métodos de quebra de segurança está a corrupção representada pela compra de traidores. Um exemplo clássico foi dado por Felipe da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande. Ele dominou a Grécia inteira. Quando perguntado por que muitas cidades haviam caído sem que ele tivesse que usar seus exércitos, respondeu: “não há fortaleza que resista à entrada de burro carregado de ouro”.

Ou seja, ele pagava aos protetores das muralhas para que eles mesmos abrissem as portas. Desta forma venceu dezenas de inimigos sem ter que recorrer ao seu poderoso exército.

Tentativa e erro, força bruta, engenharia social, espionagem, corrupção… todos estes métodos, em tese, podem ser usados para, em algum momento, fraudar as urnas eleitorais brasileiras. No entanto, até hoje ninguém apresentou nenhum indício convincente de que isto possa ter acontecido.

Bico de Pena, Marmita, Pé de Botina, Dentadura

Quem ataca as urnas eletrônicas costuma dizer que bom é o voto em papel. São pessoas ignorantes que não conhecem a história eleitoral brasileira. Entre nós, a fraude à democracia foi uma constante. A começar pela escolha dos eleitores. No início só podiam votar homens ricos. Portanto, ficavam de fora os escravos, os pobres, os jovens, as mulheres. Por conseguinte, não se tratava de uma democracia, mas de uma plutocracia servida por oligarquias regionais e locais, representadas pelos coronéis.

Mais tarde o direito de voto foi estendido às mulheres e aos pobres. Desde que soubessem ler e escrever. Como a população brasileira era composta de analfabetos e as mulheres eram pouco escolarizadas, as coisas pouco mudaram.

Seja como for, o direito ao voto foi se ampliando ao longo dos tempos. Mas isto não significa que a vontade expressa nas urnas era pura, imaculada e respeitada. Na verdade, não era. As fraudes eram muitas e variadas. Havia o voto de cabresto, o voto de marmita e o famoso bico de pena.

Na prática, quem decidia as eleições brasileiras eram os coronéis – os oligarcas locais. Eles tinham o poder e a força para aliciar, comprar e coagir eleitores. Muitos nem deixavam o eleitor chegar às urnas. O próprio coronel ou seus paus mandados votavam em nome dos eleitores.

Caso estes métodos não fossem suficientes, vinha o famoso “bico de pena”. Neste caso, os mesários, sempre a mando dos coronéis, desprezavam o conteúdo das urnas e faziam as atas atestando a contagem dos votos e indicando os vencedores apontados pelos coronéis.

A Constituição de 1988 tornou o voto verdadeiramente universal. No entanto, as fraudes não cessaram. Continuaram valendo a maioria dos truques de sempre. A compra pura e simples de voto mediante pagamento com saco de cimento, tijolo, botina e dentadura continuou florescendo.

Também continuou valendo o voto dos mortos que, em anos eleitores, saiam de suas covas para comparecer às urnas.

Como se vê, a história do voto no Brasil é a história da fraude eleitoral. O voto impresso nunca evitou isto. Ao contrário, foi sempre um veículo adequado para quem queria roubar. Portanto, é miopia histórica acreditar que o voto impresso é seguro e as urnas eletrônicas são inseguras. Com os primeiros sempre houve fraude comprovada; com as urnas eletrônicas, até hoje nenhuma fraude foi demonstrada.

A fraude contra Brizola

Em 1982 Brizola disputou com Moreira Franco o cargo de governador do Rio de Janeiro. Como sempre, o voto era no papel e a apuração era manual. No entanto, pela primeira vez a totalização foi feita por computadores. No Rio o TRE, numa manobra suspeita, contratou uma empresa privada para fazer a totalização. Fundada e operada por oficiais do regime militar, a missão dada à Proconsult foi impedir a eleição de Brizola.

Neste sistema, o TRE passava os boletins de urna e a empresa os totalizava. Neste ponto introduziram um pequeno truque: ao totalizar, o computador tirava alguns votos brancos e nulos e os somava aos de Moreira Franco. Desta forma Brizola ficava com seus votos, mas os de Moreira Franco eram engordados com uma percentagem dos brancos e nulos.

A fraude foi descoberta logo porque havia sistemas paralelos de totalização. Os mais importantes foram desenvolvidos pelo PDT – partido de Brizola – e pela Rádio Jornal do Brasil, que divulgava boletins da contagem a cada tantos minutos. Com poucas centenas de urnas apuradas ficou claro que a contagem da Proconsult estava errada.

Por causa da discrepância sistemática, imprensa e partidos entraram botaram a boca no trombone. A situação ficou insustentável para a Proconsult e para o TRE. Foi quando o Tenente-Coronel Haroldo Lobão, responsável pelo programa da Proconsult, veio a público e assumiu a responsabilidade pelo que classificou como um “erro” no programa de computador.

O resto é história. Feita nova totalização, Brizola foi eleito e a Proconsult caiu em desgraça.

Proconsult x Urna Eletrônica

Pessoas ignorantes e antigas o bastante para se lembrarem do caso Proconsult o citam como exemplo de fraude de “urna eletrônica”. Estão erradas. A fraude usada pela Proconsult não tem nada a ver com urnas eletrônicas. Elas não haviam sido nem imaginadas ainda. E o método, na prática, é quase impossível de ser usado nas urnas eletrônicas.

Na verdade, a fraude da Proconsult tem semelhanças grandes com o “bico de pena”. A diferença era que, no bico de pena original, mesários registravam a soma que queriam; já no bico de pena da Proconsult, um programador instruiu o computador a trocar alguns votos de lugar numa proporção que ficou conhecida como “fator delta”.

De novo: as eleições de 1982 foram realizadas no estilo tradicional. Usaram-se cédulas de papel que foram contadas manualmente e registradas em atas lavradas no bico de pena. O programa usado pela Proconsult, feito sob medida pelos militares, não tem nenhum parentesco com o sistema usado nas urnas eletrônicas.

Portanto, o que aconteceu no Rio foi a aplicação de um velho truque com roupas novas: as atas forjadas. No caso, forjadas por um programa de computador cujo programador alegou ter cometido um erro de programação.

Conversa para boi dormir

Em 2014, após ser derrotado pela candidata Dilma, o candidato Aécio Neves recorreu ao TSE alegando que as urnas haviam sido fraudadas pelo PT. Era conversa para boi dormir. O PSDB não conseguiu apresentar nenhuma prova de que teria havido fraude.

Aliás, é bom lembrar: o PSDB já havia ganhado eleições majoritárias com a urna eletrônica. É o caso da eleição de FHC e também de tantos governadores, como o próprio Aécio em Minas e Geraldo Alckmin em São Paulo. Em nenhuma das vitórias eles levantaram suspeita sobre a integridade das urnas. Foi só perder e as urnas se tornaram responsáveis.

Isto é conversa de derrotado.

Agora o candidato Bolsonaro se tornou o arauto do voto impresso. Ocupando o primeiro lugar nas pesquisas entre os candidatos à presidência, Bolsonaro está em posição menos favorável no segundo turno. Pelo menos segundo as pesquisas. Talvez com medo da derrota, já está atacando a segurança das urnas eletrônicas.

De novo, conversa de pré-derrotado. Afinal, Bolsonaro e seus dois filhos eleitos e reeleitos pelas urnas eletrônicas nunca reclamaram delas. Mas agora que há sinais de que pode sobrevir uma derrota no segundo turno ele coloca as urnas sob suspeição.

Urnas eletrônicas não são perfeitas. No entanto, até hoje, foi o melhor instrumento que o Brasil já usou para eliminar as fraudes históricas. Enquanto temos provas sesquicentenárias das fraudes praticas com a votação com cédula de papel, até hoje não temos nenhuma prova de qualquer fraude praticada com as urnas eletrônicas.

Portanto, até o momento, a história está a favor das urnas eletrônicas. Não acredito que o futuro vá mudar isto de forma significativa. Se forem descobertas falhas, serão corrigidas. As urnas serão aperfeiçoadas. Se algum dia forem substituídas, será, com certeza, pelo voto pela Internet, usando computador ou celular. Na verdade, há como fazer isto já hoje. E com segurança maior ainda do que aquela proporcionada pelas urnas eletrônicas.

Nas próximas eleições muitos serão derrotados e poucos serão eleitos. Culpar as urnas eletrônicas é uma desculpa tão boa quanto outra qualquer. Mas é possível garantir que o futuro não anda para trás. Neste momento, o futuro é eletrônico. Não temos mais lugar para papel em nossas vidas.




sexta-feira, 29 de abril de 2022

BR-262: a duplicação do pedágio chegou, a duplicação da rodovia, não

Desde o dia 3 de abril quem passa pela BR-262 está pagando um aumento de 248% no custo do pedágio. Em Florestal, por exemplo, o dispêndio aumentou de R$ 2,60para R$ 6,40. Em Luz, o salto foi de R$ 2,70 para R$ 6,70. Na mesma magnitude seguiram os aumentos nas outras praças mineiras da BR-262: Campo Florido, Perdizes, Campos Altos e Fronteira.

O problema maior nisto tudo é que depois de 8 anos de espera, o que o usuário da BR recebeu foi esta mais do que duplicação do pedágio. Já a duplicação da pista, esta não chegou.

Acompanhe a situação no vídeo abaixo.



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Transparência: a Câmara precisa dar o exemplo

Com frequência nós, vereadores, falamos em transparência. No entanto, a Câmara tem sido a própria ausência de transparência. Para começar, o orçamento é um desastre. Muito genérico, muito mal feito. Depois, a execução orçamentária não tem a publicidade que precisava ter.

Ao mesmo tempo em que mantém sua caixa preta, os vereadores abusam das exigências de publicidade no Poder Executivo. 

Exigir transparência do Poder Executivo não está errado. Ao contrário, é um dever do vereador. Mas, manter sua própria caixa preta enquanto exige transparência do outro é como sentar no próprio rabo para falar mal do rabo alheio. É cinismo.

Por isto apresentei um projeto de emenda à Lei Orgânica do Município que nos obriga a fazer um orçamento de qualidade melhor e publicar todos os gastos sem atraso.

Diz a sabedoria popular que o pau que dá em Chico dá em Francisco. Assim deve ser. Portanto, o que os vereadores exigem do Executivo eles devem impor a si mesmos.


 Clique aqui para ver o projeto de emenda à Lei Orgânica.


sábado, 6 de fevereiro de 2021

Segunda próxima (8/2) Fernando Cabral apresentará projetos de lei para reduzir despesas da Câmara

Em 2021 a Câmara de Vereadores prevê gastar R$ 5.910.000,00. Este valor representa um custo de R$ 55 mil reais por mês, por vereador. É muito. Por isto o vereador Fernando Cabral proporá diversas medidas para reduzir esta despesa pela metade.

Semana que vem, a partir de terça-feira (9/2) os projetos de lei serão publicados nesta página.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Prefeito Fernando Cabral Bom Despacho MG

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