Mentira tem pernas curtas. Algumas, porém, nem pernas têm. Os asseclas do prefeito estão dizendo que os pagamentos que o ex-secretário Ernane fazia à filha do prefeito eram devolução de um empréstimo.
Quem conhece a caótica vida financeira do prefeito; quem sabe da penca de cheques sem fundos que ele tem circulando na praça; quem já viu o monte de processos de execução que há contra ele tem duas certezas: a) isso é uma piada; b) é tentativa risível de explicar o mensalinho.
Esses ASCONES precisam ficar mais inteligentes. Dizer uma bobagem dessas é um acinte ao povo de Bom Despacho.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
Mensalinho de Bom Despacho (VI)
Pessoas ligadas ao prefeito estão intimidando o ex-secretário Ernane de Oliveira para que ele não fale amanhã na Câmara. Isto não vai dar certo. Primeiro, porque Ernane está disposto a enfrentá-los, ainda que sinta medo. Segundo, porque quem ameaça poderá ser preso por interferir no andamento do inquérito civil público instaurado para apurar os fatos.
É hora de cada cidadão de bem desta cidade zelar para que se sintam seguros todos que queiram depor sobre as bandalheiras da atual administração.
É hora de cada cidadão de bem desta cidade zelar para que se sintam seguros todos que queiram depor sobre as bandalheiras da atual administração.
Mensalinho de Bom Despacho (V)
Segundo o ex-secretário Ernane Oliveira, todos os meses ele pagava R$ 1.500,00 de mesada à filha do prefeito. O dinheiro vinha do seus vencimentos de secretário. No vídeo abaixo estaria registrado o momento em que ele conta e repassa o dinheiro à filha do prefeito. O vídeo foi feito por ele mesmo e entregue a alguns amigos, às autoridades e a essa coluna. Amanhã, por volta das 20 horas, na Câmara Municipal, ele contará como tudo aconteceu.
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Mensalinho de Bom Despacho (IV)
Clique na imagem para ler a coluna do Jornal de Negócios em que trato do desaparecimento do ex-secretário Ernane (clique na imagem para ler).Na noite de quinta-feira (após o fechamento da coluna) Ernane voltou à cidade e confirmou sua ida à Câmara.
Desde então as atenções se voltam para o pronunciamento que Ernane Oliveira fará na próxima segunda-feira (17/5), por volta das 20 horas, na Câmara Municipal.
Desde então as atenções se voltam para o pronunciamento que Ernane Oliveira fará na próxima segunda-feira (17/5), por volta das 20 horas, na Câmara Municipal.
Mensalinho de Bom Despacho (III)
Filha do prefeito recebe R$ 1.500,00 de mensalinho. Essa será a principal denúncia que o ex-secretário Ernane Oliveira fará amanhã (17/5), no plenário da Câmara Municipal.
Segundo ex-secretário, desde março ou abril do ano passado ele vinha sendo obrigado a repassar a uma das filhas do prefeito a quantia de R$ 1.500,00.
Mas o ex-secretário não falará apenas sobre o mensalinho. Diz que trará ao conhecimento do povo e dos vereadores, diversas outras falcatruas, como malas de dinheiro vivo, cheques descontados em contas de laranjas, aviões cedidos por empreiteiros, desvio de material esportivo.
Crime de concussão
Quando um funcionário público exige dinheiro em razão do cargo que ocupa, pratica o crime de concussão, cuja pena varia de 2 a 8 anos de reclusão. Se o funcionário público ocupa cargo comissionado, há um aumento de 1/3 na pena.
Em tese, foi esse o crime praticado contra o ex-secretário Ernane.
Segundo ex-secretário, desde março ou abril do ano passado ele vinha sendo obrigado a repassar a uma das filhas do prefeito a quantia de R$ 1.500,00.
Mas o ex-secretário não falará apenas sobre o mensalinho. Diz que trará ao conhecimento do povo e dos vereadores, diversas outras falcatruas, como malas de dinheiro vivo, cheques descontados em contas de laranjas, aviões cedidos por empreiteiros, desvio de material esportivo.
Crime de concussão
Quando um funcionário público exige dinheiro em razão do cargo que ocupa, pratica o crime de concussão, cuja pena varia de 2 a 8 anos de reclusão. Se o funcionário público ocupa cargo comissionado, há um aumento de 1/3 na pena.
Em tese, foi esse o crime praticado contra o ex-secretário Ernane.
sábado, 15 de maio de 2010
Mensalinho de Bom Despacho (II)
Após ser exonerado na semana passada, Ernane de Oliveira, ex-secretário
municipal, irá à Câmara denunciar o mensalinho e outras falcatruas do prefeito Haroldo Queiroz:
desvio de material esportivo;
saques de cheques vultosos em contas de laranjas;
uso de aviões de empreiteiros;
apartamentos recebidos em "doação" empresas;
carros caros em nome de parentes.
Segundo o ex-secretário, há cerca de 6 meses ele se vê obrigado a pagar a uma das filhas do prefeito uma mesada de R$ 1.500,00.
Na segunda-feira (17/5), por volta das 20 horas, o ex-secretário usará a Tribuna Livre - um direito garantido a todo cidadão de Bom Despacho. Promete esclarecer a questão do mensalinho e de muitas outras fraudes.
Haroldo de Sousa Queiroz, o prefeito acusado, está no terceiro mandato e se gaba de nunca ter sido provado qualquer coisa contra ele. Porém, o TCEMG já o multou por irregularidades em licitações. Além disso, ele responde ou já respondeu a mais de quarenta processos por dividas.
Atualmente – no fórum de Bom Despacho – corre contra ele um processo de improbidade administrativa pela compra superfaturada de caminhões e carros. O valor da ação, em dinheiro da época, é de R$ 1.6 milhão.
A exigência de mensalinho, em tese, configura o crime de concussão, cuja pena varia de 2 a 8 anos e multa.
municipal, irá à Câmara denunciar o mensalinho e outras falcatruas do prefeito Haroldo Queiroz:
desvio de material esportivo;
saques de cheques vultosos em contas de laranjas;
uso de aviões de empreiteiros;
apartamentos recebidos em "doação" empresas;
carros caros em nome de parentes.
Segundo o ex-secretário, há cerca de 6 meses ele se vê obrigado a pagar a uma das filhas do prefeito uma mesada de R$ 1.500,00.
Na segunda-feira (17/5), por volta das 20 horas, o ex-secretário usará a Tribuna Livre - um direito garantido a todo cidadão de Bom Despacho. Promete esclarecer a questão do mensalinho e de muitas outras fraudes.
Haroldo de Sousa Queiroz, o prefeito acusado, está no terceiro mandato e se gaba de nunca ter sido provado qualquer coisa contra ele. Porém, o TCEMG já o multou por irregularidades em licitações. Além disso, ele responde ou já respondeu a mais de quarenta processos por dividas.
Atualmente – no fórum de Bom Despacho – corre contra ele um processo de improbidade administrativa pela compra superfaturada de caminhões e carros. O valor da ação, em dinheiro da época, é de R$ 1.6 milhão.
A exigência de mensalinho, em tese, configura o crime de concussão, cuja pena varia de 2 a 8 anos e multa.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Mensalinho de Bom Despacho (I)
O Brasil já conheceu o mensalão. Mais de 50 pessoas estão sendo processadas por causa dele. Brasília conheceu o DEMensalão. Por causa dele caiu o Governador Arruda e diversos deputados e secretários. A Câmara conheceu o mensalinho, no caso do restaurante. Caiu Severino Cavalcanti.
Agora chegou a vez do mensalinho de Bom Despacho. Como no caso de Brasília, há vídeo comprometedor e muitos documentos reveladores. No devido tempo, eles serão mostrados aqui.
O vídeo comprova a entrega de R$ 1.500,00 a uma das beneficiárias do mensalinho.
A foto abaixo mostra a silhueta da jovem que receberia o dinheiro minutos depois.
No filme abaixo, o momento em que ela entra na prefeitura, onde vai receber o mensalinho:
Agora chegou a vez do mensalinho de Bom Despacho. Como no caso de Brasília, há vídeo comprometedor e muitos documentos reveladores. No devido tempo, eles serão mostrados aqui.
O vídeo comprova a entrega de R$ 1.500,00 a uma das beneficiárias do mensalinho.
A foto abaixo mostra a silhueta da jovem que receberia o dinheiro minutos depois.
No filme abaixo, o momento em que ela entra na prefeitura, onde vai receber o mensalinho:
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Rua Antônio M. Soares: mais um lixão na cidade
Bom Despacho tem um grande lixão e um monte de lixinhos. Ao contrário de combater os porcalhões, a prefeitura é, ela mesma, uma porcalhona. Espalha e deixa quem quiser espalhar lixo pela cidade. Mais um exemplo desse demazelo pode ser visto na Rua Antônio M. Soares, que fica entre os bairros Realengo e São Geraldo. Ali o acúmulo de lixo junta-se ao entulho e aos montes de estrume.
O estrume é das vacas que pastam por ali. Mas o lixo e o entulho são dos porcalhões que a prefeitura não pune.
O estrume é das vacas que pastam por ali. Mas o lixo e o entulho são dos porcalhões que a prefeitura não pune.
UAB/UFMG em Bom Despacho
Semana passada (7/5) esteve em Bom Despacho uma representante do MEC. Veio inspecionar as instalações da UAB (Universidade Aberta do Brasil). Visitou o CAIC e SESC. Segundo as pessoas que a acompanharam, seu relatório, com parecer favorável, foi entregue ao MEC ontem (10/5).
A Reitoria da UFMG informou que já tem professores em condições de iniciar imediatamente os cursos de Física, Pós-graduação em Física e Pedagogia. Até o final da semana confirmará se já há professores disponíveis também para os cursos de Matemática e Química.
A instalação da UAB/UFMG em Bom Despacho é uma grande vitória para a cidade e um importante presente que nos dão os fundadores e antigos moradores da República de Bom Despacho.
O que é a UAB
Criado em 2005, a UAB é um programa do Ministério da Educação voltado para a formação de professores de educação básica. O sistema é formado por universidades públicas que se associam a órgãos estaduais e municipais para oferecer ensino público gratuito de qualidade.
A Reitoria da UFMG informou que já tem professores em condições de iniciar imediatamente os cursos de Física, Pós-graduação em Física e Pedagogia. Até o final da semana confirmará se já há professores disponíveis também para os cursos de Matemática e Química.
A instalação da UAB/UFMG em Bom Despacho é uma grande vitória para a cidade e um importante presente que nos dão os fundadores e antigos moradores da República de Bom Despacho.
O que é a UAB
Criado em 2005, a UAB é um programa do Ministério da Educação voltado para a formação de professores de educação básica. O sistema é formado por universidades públicas que se associam a órgãos estaduais e municipais para oferecer ensino público gratuito de qualidade.
O porcalhão da prefeitura
O que deve ser feito com um porcalhão desses?
Mandar de volta à casa da mamãe para aprender alguma educação, ou processar por crime ambiental?
O diabo mora nos detalhes
A frase é antiga, mas carrega uma lição que a maioria não aprendeu: coisas miúdas podem fazer muita diferença.
A sala da OAB em Bom Despacho usa papel ofício na copiadora. Esse formato de papel é um desastre ambiental, um incômodo para a burocracia, um aborrecimento para os advogados. É também um atraso para a justiça, como mostra o caso abaixo.
É desastre ambiental porque na fábrica. O formato, por ser esdrúxulo, gera aparas que viram lixo. Isso porque o papel é produzido em folhas de 1m²com 841 x 1189 mm de lados. Nesse tamanho ela se chama A0. Dividida ao meio resulta em duas folhas A1 (594,5 x 841 mm). Assim, sempre divida ao meio, resulta nos tamanhos menores: A2, A3, A4... Dessa forma, nunca gera lixo. O papel ofício, porém, está fora do padrão. Não importa como o papel seja cortado, haverá tiras inúteis que vão para o lixo.
É um incômodo para a burocracia, porque os equipamentos não são feitos para ele: copiadoras, impressoras, fax, pastas, todos dão preferência ao formato A4. Incluem o papel ofício à força, porque alguns teimam em usá-lo. No final, são adaptações que encarecem a produção desses equipamentos de escritório e aumentam o trabalho da burocracia que tem que parar o trabalho para ajustar para um e outro formato.
É um aborrecimento para os advogados que – embora geralmente usem formato A4 – são obrigados a terem pastas que aceitam o formato ofício. Quando copiam um processo – ainda que originalmente produzido em A4 – acabam ficando com o formato mais comprido e mais trabalhoso de manusear.
O ser humano demora a mudar
A racionalidade do sistema série A (existem também as séries B e C) foi adotada oficialmente, na França, em 1798 (Revolução Francesa). Mesmo antes, elas já tinham uso na Alemanha (1786). Entretanto, até hoje não foram totalmente adotadas no Brasil. Provalmente por influência dos Estados Unidos e Canadá, cujo povo é lento na adoção de padrões: no papel ainda usam os tamanhos "carta", "legal", "executivo", assim como ainda usam milhas, polegadas, jardas...(*)
Isso mostra que o ser humano demora a mudar: a despeito de um padrão inventado há mais de duzentos anos, ainda continuamos usando formatos esdrúxulos.
O juiz que revoluciona por fazer o óbvio
O juiz Edinaldo Muniz, de Plácido de Castro, no Acre, cronometrou: o uso de papel ofício, em média, consome 13 segundos a mais cada vez que o servidor tem que manuseá-lo.
Parece pouco?
Numa vara em que se manipulem 2000 processos por dia a eliminação do papel ofício equivale ao trabalho de um servidor a mais, por mês.
É por isto que se diz que o diabo mora nos detalhes: nem sempre é necessário gastar milhões ou mudar as leis para acelerar a justiça. Muitas vezes basta racionalizar. (veja mais informações clicando aqui)
(*) O sistema métrico inglês é de uma irracionalidade absoluta. Para confundir ainda mais, medidas como toneladas, milhas, galão referem-se a quantidades diferentes conforme o país.
A sala da OAB em Bom Despacho usa papel ofício na copiadora. Esse formato de papel é um desastre ambiental, um incômodo para a burocracia, um aborrecimento para os advogados. É também um atraso para a justiça, como mostra o caso abaixo.
É desastre ambiental porque na fábrica. O formato, por ser esdrúxulo, gera aparas que viram lixo. Isso porque o papel é produzido em folhas de 1m²com 841 x 1189 mm de lados. Nesse tamanho ela se chama A0. Dividida ao meio resulta em duas folhas A1 (594,5 x 841 mm). Assim, sempre divida ao meio, resulta nos tamanhos menores: A2, A3, A4... Dessa forma, nunca gera lixo. O papel ofício, porém, está fora do padrão. Não importa como o papel seja cortado, haverá tiras inúteis que vão para o lixo.
É um incômodo para a burocracia, porque os equipamentos não são feitos para ele: copiadoras, impressoras, fax, pastas, todos dão preferência ao formato A4. Incluem o papel ofício à força, porque alguns teimam em usá-lo. No final, são adaptações que encarecem a produção desses equipamentos de escritório e aumentam o trabalho da burocracia que tem que parar o trabalho para ajustar para um e outro formato.
É um aborrecimento para os advogados que – embora geralmente usem formato A4 – são obrigados a terem pastas que aceitam o formato ofício. Quando copiam um processo – ainda que originalmente produzido em A4 – acabam ficando com o formato mais comprido e mais trabalhoso de manusear.
O ser humano demora a mudar
A racionalidade do sistema série A (existem também as séries B e C) foi adotada oficialmente, na França, em 1798 (Revolução Francesa). Mesmo antes, elas já tinham uso na Alemanha (1786). Entretanto, até hoje não foram totalmente adotadas no Brasil. Provalmente por influência dos Estados Unidos e Canadá, cujo povo é lento na adoção de padrões: no papel ainda usam os tamanhos "carta", "legal", "executivo", assim como ainda usam milhas, polegadas, jardas...(*)
Isso mostra que o ser humano demora a mudar: a despeito de um padrão inventado há mais de duzentos anos, ainda continuamos usando formatos esdrúxulos.
O juiz que revoluciona por fazer o óbvio
O juiz Edinaldo Muniz, de Plácido de Castro, no Acre, cronometrou: o uso de papel ofício, em média, consome 13 segundos a mais cada vez que o servidor tem que manuseá-lo.
Parece pouco?
Numa vara em que se manipulem 2000 processos por dia a eliminação do papel ofício equivale ao trabalho de um servidor a mais, por mês.
É por isto que se diz que o diabo mora nos detalhes: nem sempre é necessário gastar milhões ou mudar as leis para acelerar a justiça. Muitas vezes basta racionalizar. (veja mais informações clicando aqui)
(*) O sistema métrico inglês é de uma irracionalidade absoluta. Para confundir ainda mais, medidas como toneladas, milhas, galão referem-se a quantidades diferentes conforme o país.
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